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Estrelas Voadoras - Artigo 3

Estou chegando de um curso em Montevidéu, onde pude conviver com muitos de vocês de forma bastante intensa. Foram 16 dias de curso intensivo. Quero agradecer a todos os participantes que agüentaram essa maratona de cursos corajosamente.

 

Pude perceber ao longo dos anos em cursos presenciais e  também e pelas perguntas dos alunos que fazem curso por vídeo aulas online que a maioria das pessoas têm duas dificuldades básicas:

  • Determinar o Deus Útil de um mapa de 4 Pilares

  • Analisar as estrelas Voadoras de uma forma mais dinâmica, sem se prender a combinações predeterminadas.

 

Por isso resolvi escrever sobre Analise de Estrelas, não sob uma visão de combinações, mas de fluxo da energia em um local. Em outro momento escreverei sobre como encontrar o Deus Útil nos mapas de 4 Pilares.

 

Muitas pessoas não conseguem analisar EV de forma adequada e obter um resultado significativo em suas consultorias porque analisam a planta baixa, e não o imóvel.

Volto a insistir em que não é possível analisar um imóvel unicamente por sua planta baixa.

Muitas informações não estão contidas na planta baixa, e podem alterar totalmente uma interpretação.

 

Para analisar EV é preciso em primeiro lugar verificar quais são as estrelas ativas em um determinado local. Se um imóvel possui uma determinada estrela água presente em um local, mas na planta nesse local não tem aberturas, não posso dizer que essa estrela esteja ativa naquele imóvel e ao analisar a combinação é imprescindível que isso seja levado em conta.

 

Imóveis isolados em relação à vizinhança têm uma interpretação diferenciada de imóveis que são construídos colados ao visinho, e percebo que isso não está sendo levado em conta.

 

Vamos falar de Estrela água.

Para compreender esse raciocínio é necessário compreender bem a noção de fachada.

Ao estabelecer o fluxo da energia em um local não estamos levando em conta somente o imóvel, mas de uma forma mais ampla a circulação da energia no local.

 

Reparem na planta abaixo.

Vamos imaginar que essa casa esteja localizada em um condomínio.

Que esse condomínio esteja localizado na área norte da cidade.

Mas também poderia estar localizado na área leste, ou nordeste.

Quando falamos em pontos cardeais estamos nos referindo a um determinado ponto de observação. O que é norte a partir de um ponto de observação é noroeste a partir de outro e pode mesmo ser sul  partir de outro.

Mas sempre quando observamos a partir de um âmbito maior entendemos a diferença entre direcionamento e as divisões em fatias com as quais trabalhamos na planta, que são somente um referencial para que possamos visualizar a influencia de diferentes Qis celestes e terrestres que vem de cada um dos 8 pontos cardeais.

 

Isso não muda o fato de que de uma determinada direção sempre em um âmbito maior tenhamos a energia inerente a aquela direção banhando uma determinada janela, fachada ou porta.

 

Ou seja, se uma porta é direcionada para norte, mesmo estando localizada no leste, no sudeste, ou mesmo no nordeste ela sempre receberá a energia vinda da direção norte, além é claro de um pouco da energia vinda da localização da abertura.

Se não fosse esse conceito não haveria noção de fachada.

Porque muitas vezes estabelecemos como fachada direções onde há aberturas mínimas dentro da fatia, mas que em outras fatias tem inúmeras aberturas voltadas para a mesma direção.

Mesmo que no desenho acima  a porta não existisse na fatia norte, o que deixaria a fatia sem nenhuma abertura a fachada ainda seria norte, porque a maior quantidade de energia que banha a casa continua vindo dessa direção, mesmo que seja entrando pro outras fatias.

 

Repare que no exemplo acima temos uma porta direcionada para o norte e posicionada no norte da casa, e outra posicionada no leste da casa, mas direcionada para o norte. Alem de janelas posicionadas no noroeste e no nordeste, todas voltadas para o norte.

 

Ou seja, levamos em conta na hora de determinar à fachada a direção de uma determinada abertura, mas esquecemos de levar a mesma informação em conta na hora de efetuar uma análise.

 

Um exemplo claro disso é quando temos uma abertura voltada para uma direção, mas que por um motivo externo não pode receber energia vinda dessa direção.

No exemplo abaixo to imóvel possui uma porta posicionada na fatia sul e direcionada para o Sul. Dependendo de como seja o fluxo da energia ela absorverá energia do sul, mas se a direção sul estiver bloqueada de alguma forma ela receberá tudo seu fluxo do SO, que será canalizado pelos dois bloqueios laterais. Isso fará toda diferença na análise.

Ao analisar a planta anterior diríamos que bom o 8 água entra pela porta, o 9 água pela porta dos fundos é uma casa excelente.

Quando olhamos a planta claro é verdade, mas quando olhamos a situação no local, repare que o fato da casa ser geminada e o muro do vizinho avançar em relação à porta impede o 8 de entrar livremente.

Claro que nessa situação o 8 ainda tem acesso ao local, mas não da forma como imaginávamos.

Da mesma forma se o 9 vai ou não ter acesso livre a porta dos fundos depende da distância que existe entre a porta e o muro, e da altura desse muro.

Se tenho uma distancia de 1,5, e um muro de 3 metros como posso imaginar que o 9 esteja sendo estimulado de forma adequada?

 

Outra analise importante é quanto à direção do fluxo de caros no local. Aqui nos temos uma vila com pouco movimento, mas mesmo aqui esse fluxo é muito importante.

É totalmente diferente o fluxo de carros ser da direita pra esquerda ou da esquerda para direita. Não só em

termos de dragão da água, mas também em termos de estrelas voadoras.

Se os carros vêm da direta para a esquerda podem potencializar o fluxo da energia nessa direção, o que cria um Ming Tang em frente a porta. Sempre que o fluxo de carros vem de uma determinada direção é favorável que a barreira seja posicionada na direção oposta de forma a propiciar que o máximo de energia se acumule em frente a porta, isso pode parecer conceito básico de livro de Feng Shui Fast Food, mas é real.

Claro que novamente o ideal seria que houvesse mais espaço entre a casa vizinha e a casa que estamos analisando, ou que não houvesse a casa do lado para que uma maior quantidade de Qi pudesse ter aceso ao local.

Outra vantagem do fluxo nessa direção é: o fato de que as estrelas água criam um fluxo entre si,  (já que se movem a vontade). Por isso, tanto externamente como internamente é possível criar um caminho adequado para que essas estrelas água interajam da melhor maneira possível.

No nosso exemplo sem o bloqueio da casa ao lado, o 8 alimenta o 6 que entra pela porta. O 8 representa estabilidade, prosperidade sólida, o 6 autoridade, status, reputação.

Qualquer pessoa que trabalhe em atividades relativas a essas estrelas são beneficiadas por esse fluxo.

Vamos agora verificar quando o fluxo vem da esquerda para direita.

 

Nesse caso uma quantidade menor de energia tem acesso a porta, e não há acumulo de Qi na região da porta, porque só uma pequena quantidade pode se acumular ali em função do bloqueio que  a própria casa cria para energia que esta vindo dessa direção.

Além disso repare que o 1 água ao invés de fortificar o 6, o debilita, o que não é a melhor possibilidade de combinação para alimentar uma porta. Outro inconveniente é que o 8 que já é bloqueado pela casa do lado, não recebe estimulo pelo fluxo de pessoas ao entrar na casa e o resultado seria uma porta no 8 água, mas da qual não se pode aproveitar o 8.

 

Em muitas situações temos o mesmo problema, que pode ser devido a um prédio próximo,  a uma barreira de prédios visinhos que impedem o acesso de uma determinada energia a um local.

Só conhecendo a vizinhança, os acessos, mão de direção na rua é que se pode verificar a favoralidade ou desfavoralidade de um imóvel.

 

A mesma planta, a mesma fachada em uma situação é favorável, em outras é não, as vezes o simples fato de mudar  a mão de direção de um rua pode comprometer todo o Feng Shui de uma casa..

 

Analisar a vizinhança pode fazer a diferença entre uma excelente casa e uma péssima casa.

 

Da mesma forma que falamos sobre como uma estrela água pode estar ativa ou não me um determinado imóvel, e da importância de analisar a vizinhança para definir isso, a estrela montanha também deve ser analisada sobre dois diferentes parâmetros.

 

Quando me refiro a uma construção isolada, não há problema, a analise interna e externa de um imóvel em relação as montanhas presentes é vista da mesma forma, mas vamos imaginar um prédio de apartamentos ou construções geminadas, ou seja qualquer situação em que a construção faça parte de um bloco, seja somente uma parte do todo.

A área externa é analisada em relação ao todo e não a parte.

Se temos um prédio de salas comerciais, por exemplo, e vizinho a ele temos outros prédios.

 

Esses prédios vizinhos são considerados montanha e dão estabilidade as estrelas montanha do prédio azul que esta sendo analisado. Ate aí não há problemas.

Mas quando analisamos a planta de um dos conjuntos que pertencem a esse prédio a análise muda de ponto de vista. Até agora estávamos analisando o lado externo em relação ao todo, agora estamos analisando uma parte do todo. Claro que nem todas as estrelas água terão acesso a aberturas externas, da mesma forma que nem todas as montanhas serão paredes externas.

Qual a diferença? Toda.

Vamos imaginar que estamos analisando a parte amarela que equivale a um conjunto dentro do prédio, que tenha a mesma configuração de estrelas do prédio, a mesma fachada e o mesmo assentamento.

Claro que nesse caso só algumas estrelas água esta ativas, mas e quanto a montanha?

O fundamento primordial do dragão da montanha é que ele caminha por paredes sólidas, se fixa nelas no momento da construção. Claro que estamos falando da construção como um todo.

Quando analisamos uma parte dessa construção ele tem outro diagrama de estrelas, às vezes igual, outras vezes diferente do digrama do todo, dependendo da fachada.

Da mesma forma que uma estrela água não pode atravessar varias paredes sólidas e por isso não pode ter ao local. A montanha caminha lentamente e impregna as paredes sólidas com sua energia.

Seguindo esse raciocínio se eu disser que a montanha posicionada na direção leste impregna essa paredes todos concordaram comigo, mas se eu disser que somente ele pode empregar as paredes assinaladas no desenho abaixo ainda em vermelho você estranharão.

Reparem que só há uma parede sólida por onde o dragão da montanha pode caminhar para ter acesso a parede assinalada de vermelho e, portanto, mesmo ela estando dentro da fatia W ou noroeste de um imóvel, não se atenham a divisões imaginarias, elas não estão lá, a energia não parará na divisão da fatia só porque você desenhou a divisão. O raciocínio utilizado para o dragão de água deve ser também estendido para o dragão da montanha.

Somente entendendo os princípios que estabelecem um diagrama de estrelas profundamente é que podemos compreender como esse diagrama atua numa construção. Muitas vezes entendemos básico como fácil, e não como que dá sustentação, que cria fundamentos, que cria bases sólidas para erguer a construção acima dele. Pensem em básico como vindo de base, de alicerce, sem um bom alicerce não se pode construir nada sólido.

Aqueles que tiverem interesse nas bases de Estrelas Voadoras estarei em julho em Santiago do Chile dando um curso Básico (não de fácil, mas de base), sobre Estrelas Voadoras.

 

Deixo pra vocês o raciocínio de como funciona a mesma análise quando vários imóveis fazem parte do mesmo todo. Que estrelas montanha têm ou não a possibilidade de ter acesso a uma parede?

 

Novamente peço desculpas pelo tamanho do e-mail, sei que sempre que escrevo me estendo demais em meus e-mails.

 

Um grande abraço a todos.

Silvia Sacramento

www.mingtang.com.br – site em português

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Livro Uma Janela para os
4 Pilares do Destino.
Autora: Silvia Sacramento.
     
 
 
 
 
     
 
 
 
Calendário dos 10.000 anos calculado para o Meridiano de 45º.