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O
Qi (chi) nas Artes Chinesas
O Qi (chi),
nas Artes chinesas
Estudando as artes chinesas encontraremos a presença
freqüente do termo: Chi. As vezes escrito Qi ou Chí,
este termo é onipresente dentro dos estudos taioistas.
Chi se
traduz normalmente como energia ou sopro vital. A idéia
que se sugere é a de um alimento vital, uma essência
sutil que sustenta a vida e seus processos. É obviamente
um conceito difícil de compreender para a consciência
ocidental. O chi é algo que se bem existe não resulta
evidente para a maioria de nossos contemporâneos, mais
acostumados a representar o mundo como um lugar de
objetos, e não de energia. De maneira que parece que é
algo no que se necessita acreditar. Nada mais errôneo,
Chi se pode experimentar.
Outras
culturas hão tido conceitos semelhantes. Com
efeito parece que a única cultura que não utiliza essa
idéia de uma energia vital sustentadora do todo, é a
ocidental contemporânea.
Talvez
seja mais conhecida a expressão Prana da cultura védica,
já que a Yoga alcançou grande difusão no ocidente e
conta com milhões de adeptos.
Nas no livro
“The
Body of Light” ( o corpo de luz) os autores Dr. John
Mann y Larry Short, contam 49 culturas que fazem
referencia a essa idéia de energia vital da qual tudo
depende. São outras tantas maneiras de se referir a uma
realidade sutil perceptível e que os chineses chamam de
Chi.
O Chi
resulta ser a energia primeira de toda criação.
Manifesta-se através de sua polaridade Yin e Yang e se
faz presente em todas as coisas, em distintas formas e
presenças. Tudo vem a ser, finalmente, uma expressão do
Chi.
Alguns
vêem no Chi uma força eletromagnética que mantém os
órgãos em seu lugar funcionando corretamente. Os céus e
a terra oferecem seu próprio Chi e estes alimentam e
formam ao homem. Uma carência ou desequilíbrio entre
eles poderia produzir transtornos.
Na
metafísica taoista, se fala do Wu Chi, o grande vazio do
qual sai o Chi que se condensa em milhões de coisas e
seres, Para mais tarde regressar a sua origem.
O Chi se
condensa e dispersa regularmente. Seres e coisas se
forman e destroem a cada instante.
É o
universo fenomênico e mutável no qual vicemos,
representado pelo Hou Tian Ba Gua, o diagrama do céu
posterior. Nada é permanente, exceto a mudança.
As Artes
Dado
que está tão intimamente associado com a vida natural
que os sábios taoistas desenvolveram formas para
acumulá-lo e transmutá-lo. Assim nasceram técnicas como
Chi Kung e Qi Gong, Tão Curador, alquimia interna
taoista e outras. A saúde, nosso pensamento e emoções,
os estados de consciência, altos e baixos, até a
consciência da própria imortalidade, estão intimamente
relacionado com o Chi.
Mas o
Chi se move seguindo leis, temos então o I Ching, o
livro das transformações, que estuda a mutação de todas
as coisas e seu porvir. E ao fazê-lo não faz outra coisa
além de estudar o Chi e seu fluxo interminável.
Todos
nascemos com certas qualidades energéticas, certo padrão
único que seguirá ciclos específicos no tempo, e tudo
isso era também uma questão de Chi que pode estudar-se
por exemplo, através das astrologias chinesas.
A
pesar da arquitetura, a jardinagem e outras formas de
trabalho com espaços terem relação com Chi. O Feng Shui
é a arte que se ocupa de conhecer e administrar o fluxo
do Chi no espaço.
Em um
nível mas físico o Chi da vida e unidade ao corpo,
separado em alimento vital o corpo morre imediatamente.
Suas células e demais elementos se separam deixando
aquele corpo de ser um organismo. Por isso as artes
tradicionais da saúde como a herbologia e a massagem
terão relação com Chi.
Existem vários tipos de Chi, Graus de qualidade e
sutileza do mesmo. Mas todos são formas ou manifestações
de uma mesma entidade. O ser humano é formado pelo Chi
do céu e da terra. A união do Chi do céu e da terra se
chama ser humano. Por isso estar em harmonia com a terra
e o céu garante a saúde e o bem estar.
Como
fica claro, o Chi é o denominador comum das artes e
ciências chinesas. Mesmo que para os leigos possa
parecer abstração, o Chi é uma realidade que pode
experimentar-se no próprio corpo, ver e sentir com total
claridade.
Elbio Finozzi Zana
www.taointegral.net
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